O dia em que o tempo foi o maior adversário

Confesso que estava apreensivo antes do hermano Dario Herrera olhar para o relógio e apitar o início de Inter x Colo Colo.

 

Mas não era uma apreensão qualquer. Era daquelas que tu poderias estar fazendo mil coisas ao mesmo tempo, mas só tinha o pensamento no Beira Rio.

 

Estava tão focado no confronto, que poderia ver um bulldog falando gauchês tentar desenrolar um papo comigo e nem acharia estranho.

 

Enfim, as horas passavam, passavam e parecia que os ponteiros do relógio não saiam do lugar. Todo colorado brigaria com o aparelho e com razão.

 

O Colo Colo não era o maior adversário, sendo bem sincero, não pensávamos tanto na equipe chilena.

 

A disputa era com o tempo, os minutos se tornaram atletas que tentavam prejudicar o sono e as atitudes da torcida alvirrubra.

 

Antes de dormir, pensava em já estar no Beira Rio. Queria estar nas arquibancadas, passando pelas cadeiras e planejando um roteiro épico para a decisão de logo mais.

 

Imaginava que Daniel encarnaria o espírito decisivo de Clemer, Vitão seria Figueroa, Gabriel com sua atitude a la Guiñazu e Pedro Henrique repetir a atuação de outro Pedro: o Iarley.

 

O Internacional poderia fazer uma atuação que entrasse para os livros do futebol sulamericano. Dependia só da sua disposição em campo, explorar os erros do Colo Colo e uma participação fora da curva da torcida.

 

Felizmente isso aconteceu. Eu, dentro da minha casa, estava pensando que, o que imaginei aconteceu.

 

As consequências daquela remontada na competição não foram das que imaginávamos. O Internacional pensou que ganharia a competição de um jeito fácil, contrariando o seu manual de grandes conquistas.

 

O que seria do Inter se tivesse menosprezado LDU em 2006, Boca Juniors em 2008 e Estudiantes em 2010? Não teríamos troféus gigantes em nossa galeria.

 

O Melgar não possuía nem a metade da grandeza destes times listados acima, mas estava lutando pelo menos objetivo.

 

Enfim, sem chorar pelo leite derramado, a eliminação já passou e o ano já terminou praticamente.

 

O que nos resta é esperar por um 2023 e poder ganhar dos nossos rivais, como o tempo.

3 thoughts on “O dia em que o tempo foi o maior adversário

  1. Olá Messias, o final foi bom, mas o ano péssimo, espero que façam as correções e os acréscimo de qualidade que o elenco necessita para termos reais possibilidades de conquistas.

  2. Alô você Messias!
    Recordação doida, mas muito real. Depois daquelcreio que estamos no processo de maturação para o prósimo periodo que se avizinha e creio ser promissor, os indicativos nos dão esperança de que isso venha a acontecer. Já temos hoje a consciência de que suar é preciso, nosso historia reistra que um dia suamos mais do que o talentoso adversário e o vencemos (Barcelona), é possivel repetir? Eu creio.
    Coloradamente,
    Melo

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