Nem todo mundo percebe, mas o futebol é um esporte linear. Às vezes, um erro pode comprometer o rumo de uma partida, tanto para o lado positivo, quanto para o negativo.
O Inter já passou por ambos os sentimentos várias vezes ao longo da história, mas poucas vezes foram fatais como as de hoje.
A equipe que o técnico Paulo Pezzolano colocou para a partida era a que o torcedor esperava. Time com um bom desempenho no Campeonato Gaúcho. Então, para que mudar não é mesmo?
Nos primeiros minutos, o Inter foi superior. Carbonero teve chance, mas demorou para chutar. Só que já neste momento foi visto o aparecimento os erros individuais dos jogadores colorados. Muitos destes erros vieram de uma mentalidade de que o jogo seria vencido facilmente. Isso foi notado pelo time do Grêmio que passou a explorar os erros do Inter.
Só que o erro fatal aconteceu em uma cobrança de falta do Inter. O lateral Bruno Gomes não estava bem. Errou muitos passes e teve a oportunidade de cobrar uma falta. Detalhe: nunca deve ter batido como jogador do Inter. A chance de dar certo era pequena. Pior ainda foi Alan Patrick ter deixado isso acontecer. O melhor batedor de falta é o capitão do Inter e se impor é uma atitude que um líder deve ter. Nunca fui capitão na minha vida, mas sei o que ele faz. Ou seja, os erros iam além de simples situações do futebol.
Bruno bateu mal a falta e originou um contra-ataque do Grêmio. Bernabei, que defensivamente é fraco, fez falta na entrada da área e foi expulso. Falta ou deixar o jogador deles marcar? Fica o questionamento, mas não duvido que na segunda opção, o placar seria da maneira que foi. A expulsão foi um baque para o estrategista Pezzolano, que não conseguiu formar uma boa tática.
A consequência deste erro foi um passeio do rival. Logo abriu o placar e quando ainda tentava assimilar o que acontecia, levou o segundo. A torcida poderia não entender, mas isso não pode acontecer com os jogadores de futebol. São eles os responsáveis pelos sentimentos que temos.
Falando em responsável, Pezzolano também foi um deles. Tirou defensores (inclusive Ronaldo que não atuou tão mal), enquanto deveria ter tirado um jogador ofensivo. Imagina você levando 2 x 0 e manter a mesma postura? Até quando o sonho de vitória ruiu, o pensamento era o mesmo de antes da partida começar. O “diagnóstico”, palavra tão usada no contexto do futebol atual, também não entrou em campo.
O que falar do segundo tempo? Inter entrou sabendo do que aconteceu, mas manteve a mesma atitude. Poucas investidas no ataque e muita preocupação para a zaga. Em um jogo apático (mais um, aliás), Alan Patrick perdeu a bola na entrada da área e o rival não desperdiçou. Mais uma consequência de um erro…
O Inter precisa de um jogo histórico para virar a situação. Eu acredito? Bom, tô escrevendo logo após a partida, então já devem imaginar a resposta. Posso ser 0,0005% otimista a cada dia, mas não sou alheio a realidade. O colorado já mostrou que epopéia é uma palavra presente em sua história (até recente!), mas para fazer isso tem que ser perfeito do início ao fim. Ah, sem sofrer consequências, claro…